Escrevo apenas agora sobre o assunto porque antes tive que passar por todo um processo. Primeiro tive que observar muito bem o que acontecia para poder acreditar no que estava assistindo na internet, depois passei em frente a uma câmera por quase uma hora cuspindo tudo o que penso sobre o assunto (vídeo ainda a ser editado e postado no
canal), tomar fôlego e só então ter o equilíbrio que julgo necessário para escrever sobre um assunto dessa natureza.
Mas afinal, o que aconteceu?
A apresentadora Fátima Bernardes, em seu programa, apresentou um quadro que tinha como objetivo promover uma série ainda a estrear sobre o dia a dia de um atendimento de emergência (tipo Plantão Médico), e apresentou a seguinte situação aos presentes no palco: "Se você é um médico socorrista e chegam à emergência, um policial levemente ferido e um traficante em estado grave, quem você atenderia primeiro?". Logicamente e como é de se esperar, maioria das pessoas se dirigiu a opção do traficante, afinal, era o que necessitava de atendimento de emergência.
Quase que imediatamente, a internet entrou em convulsão por conta de incontáveis pessoas indignadas e inconformadas com a decisão da maioria presente, alardeando aos 4 ventos que isso se tratava de um absurdo, que bandido tem que morrer e enfim, dando início ao "Eu escolho o policial".
Apesar de obviamente ficar puto, isso não me soou tão aterrador visto o número de imbecis reacionários que começaram a se exibir nos últimos meses. O problema realmente começou quando um número gigantesco de MÉDICOS começou a exibir plaquinhas no Facebook e outras redes dizendo que escolheriam o policial e também de um legista que, sadicamente, declarou que ele sim, preferiria atender primeiramente ao traficante.